Pensar Hoje - retratos do agora

sábado, 10 de novembro de 2007

Saudade

Acho que a distância malévola feia boba e chata entre um lugar e outro é diretamente proporcional à vontade de estar nele. Se estes quilômetros representam algo em uma fórmula física, e a ela está atrelada minha vontade, em quilos de vontade de tocar, cafuné, colo, beijo, carinho, dengo, estrela, céu, dossel, celeste, lunar, embriagado no peito, a fórmula não inclui multiplicação nem potência, deveria existir algo maior – e agora?

Não sei. Agora a lâmpada está brilhando menos, algo está errado. Vou andar um pouco, mas a luz vai acompanhar, em meus olhos, todo o trajeto até o café. Sabe, assim, fitar sem perceber a cegueira vindo? O telefone tocou, mas não ouvi. Até esqueci de respirar um pouquinho... Vou, é, tomar o café.

Até incomodou o peito. Só respirando um pouco fundo para esquecer. É que lembrei, então precisei tirar da cabeça. Amargo. Ponho açúcar. Luz. Fecho os olhos. Você. Abro os olhos. Café. Tomei. Fechei os olhos de novo. Apertei eles. Respirei fundo. Fiz até bico. Cara de preocupação.

Você. A luz tem um “quê” de viciante quando penso em você. O escuro me faz tentar abrir os olhos. O meio termo só pode ser você, porque o resto não existe. É como se no baralho só tivesse o ás e o rei. E você são de dois à rainha. Só não é ás ou rei porque nestes me cego para te ver.

Vamos tomar uma água doce. Comer um xuxu maravilhoso e suculento. Apreciar uma alcachofra saudável. Porque quando vejo ás ou rei, a água não tem gosto, o xuxu é marrento e a alcachofra me dá náuseas. E o maravilhoso café? Ah, é só pra te esquecer.

2 comentários:

Marcia Soleni disse...

saudades, cafés....hummmm

bueno mui bueno!

;))))

rê-chan disse...

vou acabar colocando o q vc escreveu no orkut
coisa mais linda =]