Ah, senão o melhor jeito de permanecer
Não, querida, não deixe de esmaecer
Estas arestas que há tempo parei de planejar
Até porque nós, sim, vamos almejar
O que há muito seria o simples alvorecer
Nos é sempre uma batalha do florescer
Ainda sentindo minha mente gotejar
Pelo simples pensar e sobejar...
Desconheço escrever e até cheirar
A lascívia tirou-me a contento
Todo contexto da vida, como viver
Não preciso mais me enfileirar
Como os vivos, me alento só
Queridamente a hoje de novo te ver.
terça-feira, 23 de outubro de 2007
O torpor
O cafuné
Dou-lhe um cafunezinho
Vem do meu coração
Sim, hoje, canto a música
Pra você se alegrar
Tem colinho pr'ocê
Com gostinho do mel
E cheirinho de chuva
Pra você se alegrar
O colo
Ele é cândido, puro, livre,
Feito estes versos que me fazem notar
Sendo lírico, dá até para cantar
Sei que nele posso confiar
Posso desdenhar a rima
Porque meu colo amado é, de novo,
Livre como um cheiro que nos escapa
Ou um amigo que sempre volta
Não sei você, mas eu gosto de cores
Brancas, as que tudo representam
Mostram o lado bom que temos
E as pretas, também para equilibrar
Somos os seres complexos e simples
Simples como um bom colinho.
sexta-feira, 12 de outubro de 2007
A divisão
Ah, como nós gostaríamos
Que ocê dois se fosse
Para ficarmos nós juntos
Porque a gente gosta
De a esmo sempre prosear
Disputar você
Porque é sempre um ser querido
Disso não duvida!
Vem, senta aqui no meu colo
Que eu quero um chamego
Pra sorrirmos de inocentes
Vamos tomar um refresco
E dormir juntinhos
Ninguém aqui tem maldade...
segunda-feira, 1 de outubro de 2007
Uma coragem
Desalumbro o escrever ou pensar hoje
Admito, já ignorei caminhos a nos cruzar
Amanhã intrépido é o tépido tempo a nos tentar
Trepido ao ver tal mão sua que num dia me fugiu.
Carros devem ser insignificantes para levar
Sonhos de dias magníficos. Lembro ainda
Quando lhe encontrei e disse que sabia
Tudo a dizer ao ler seus olhos claros de paixão
Amor é tão agora comum porque a palavra
Ela desdiz que algo o fora prometido; aquele carinho
Não lembra existir entre suas lindas mãos
Aquele carinho a desdiz agora existir porque
Palavra é algo prometido; entre suas mãos lindas
Ela não lembra que fora tão comum o amor...
segunda-feira, 24 de setembro de 2007
Comentário à ansiedade
Sal, este também mar nosso
E as névoas fazem a vida
Sou catatônico quando
O esperar não me se explica
É a emoção que me dá à hora
A ilusão do que resolve
Inda, sinteticamente,
Encontro-me resoluto.
Resguardo minhas palavras
Não aleatorio a tal vida
Esta terá algum sentido
Soluçar e chorar, veias
Correndo por almas d'outrem
Quiçá em meu peito vivido.
PS: Inspirado por “Ansiedade” de Marcia Soleni
segunda-feira, 17 de setembro de 2007
Ao pensamento d'ouro
Servem-se lembranças
Em nossa ciranda a infelicidade
Não tem qualquer vez
Conosco não escolhamos palavras.
Vamos todos ouvir
Os pingos d'água a cair na janela
Aos nossos semelhantes
Conferir toda nossa proteção.
Quem irá proteger
Aos que hoje conferem atenção
Os jovens d'ontem
Cresceram também desalentados.
O carro do sonho
Pode ser luz da mais escura
Não muito importa
Será decerto um brilhante.